Associação forma novos condutores de Ecoturismo


A Associação de Guias do Quilombo  Kalunga (AGQK) se torna referência na formação de Condutores de Visitantes de Ecoturismo na Chapada dos Veadeiros, após o sucesso do projeto Ecoturismo no Quilombo Kalunga, que formou 80 novos condutores de Ecoturismo em 2016, em ação realizada pela própria AGQK com  patrocínio da Fundação Banco do Brasil (FBB) e apoio do ICMBio/MMA e CBMGO. O Curso foi idealizado para atender a população da comunidade Kalunga e dos municípios de Chapada dos Veadeiros que registram enorme demanda por esse tipo de capacitação profissional. Os temas abordados no conteúdo programático e a quantidade de horas/aula curso atendem as exigências da legislação atual para esse tipo de formação (Instrução Normativa nº 02, de 03 de maio de 2016) e se baseou na experiencia adquirida ao longo de duas décadas de cursos de condutores realizados em parcerias entre as Associações de Condutores Locais e entidades do primeiro setor relacionadas aos temas abordados durante a formação.

Em 2017 e 2018 a mesma tecnologia social foi aplicada para atender a demanda de formação de novos condutores em 3 turmas com média de 35 participantes em cada uma das turmas, formando um total de cerca de 100 novos condutores.

A presidente da AGQK conta que “O curso de condutores de ecoturismo é muito desejado entre as pessoas das comunidades locais, principalmente os jovens de 18 a 30 anos, pois a comunidade Kalunga e municípios da região ainda são muito carentes, principalmente no que se refere a oportunidades de geração de trabalho e renda, e, nesse cenário, a profissão de condutor de visitantes além de interessante e agradável para a maioria das pessoas se torna uma opção real de uma trabalho digno e razoavelmente bem remunerado.”

 

Os cães ladram mas a caravana não para

O coordenador dos cursos, André Azevedo Praude, destaca o tamanho das dificuldades e a quantidade de opositores, que sempre encontra ao realizar uma ação como esta “O mais difícil poderia ser elaborar um projeto redondo, ter seu projeto selecionado por um patrocinador, conseguir os apoios necessários ou até mesmo juntar toda a equipe de profissionais para realizar um curso como esse, só que não; na edição de 2016, que contava com patrocínio da FBB, antes mesmo de firmarmos o contrato de patrocínio, nosso patrocinador recebeu denunciações caluniosas a respeito da idoneidade de nossa entidade, de seus dirigentes  e de nosso trabalho mas como as denuncias não tinham fundamento e não passavam de calunias e falácias, não foi difícil  provar que não eram nada mais que mentiras mal intencionadas. O pior é que essa atitude deplorável partiu de pessoas da própria comunidade que por pura vaidade, inveja e incapacidade de fazer o que fazemos tentou nos atrapalhar, mas não conseguem nem nunca conseguirão”. Segundo Praude na edição de 2016, onde o curso foi oferecido gratuitamente pois contava com o patrocínio da FBB mas haviam muito mais candidatos do que vagas, também houveram demonstrações de ódio nas redes sociais por parte de alguns poucos candidatos que não foram selecionados “Para os cegos e egoístas não adianta nada seguir as regras do edital e oferecer para a comunidade o dobro do que seria sua obrigação contratual perante o patrocinador; entre os que não ficaram satisfeitos com a seleção acredito que ninguém chegou sequer a ler o edital e tentou entender os inúmeros critérios para seleção, mas se sentiam no direito de desrespeitar os membros da comissão de seleção e me xingar pelas conversas nas ruas da cidade e nas redes sociais somente por que não foram selecionados; deve ter umas duas pessoa que nem conversam comigo até hoje só porque não conseguiram a vaga no curso, mas graças a Deus tem 80 pessoas que são muito agradecidas por terem conseguido”.

“As edições do curso em 2017 e 2018 também passaram por algumas turbulências como prefeituras que já tinha confirmado apoiar o curso e retiraram o apoio de ultima hora sem nenhum motivo ou explicação aceitável e a oposição de alguns condutores inseguros que alegam que o mercado não comporta tantos condutores, sendo que é constante a falta de condutores o que por si só já comprova que a procura dos turistas é maior que a oferta para esse tipo de serviço por parte dos condutores em toda a Chapada dos Veadeiros. O turismo vem crescendo constantemente e sempre será necessário formar novos condutores para atender ao mercado, bem como também faz parte dos princípios do associativismo olhar para a comunidade ao seu redor, vendo como pode ajudar no desenvolvimento de toda a comunidade, infelizmente outras associações que poderiam realizar esse mesmo tipo de curso muitas vezes ficam 5 a 10 anos sem formar uma nova turma e entre os atuais dirigentes dessas entidades que nunca fizeram nada que contribuísse para a realização de um curso como esses, alguns chegaram a ter a atitude ridícula de tentar intervir para que o curso não acontecesse. Os cães ladram mas a caravana não para, os cursos todos foram um sucesso total e vem transformado a vida de quase duas centenas de famílias nesses últimos anos.” destaca André Praude que complementa citando Albert Einstein:
“GRANDES ESPÍRITOS SEMPRE ENCONTRARAM VIOLENTA OPOSIÇÃO DE MENTES MEDÍOCRES”.

“Nossa intenção é contribuir para a grande virada do desenvolvimento sustentável, da preservação do meio ambiente, da valorização da cultura tradicional, da melhor distribuição de renda, da inclusão e principalmente na quebra do paradigma da escassez. Nosso missão é transformar escassez em abundância, pois a escassez só gera exclusão e aumento de custos enquanto a abundancia é inclusiva. Acreditamos que tem para todo mundo, então colaboramos para criar essas oportunidades, com isso aumentamos o fluxo e somos inclusivos, portanto, tem para todo mundo” Finaliza André Praude.

 

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